Tecnologias para o setor ferroviário

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Atualmente, a grande parte dos deslocamentos urbanos no Brasil e nas capitais mundiais acontece por meio de trens e metrôs, causando um enorme aglomerado de usuários em circulação nas estações e circunvizinhanças, sobretudo nos horários de pico.

Como em qualquer projeto, as boas práticas nos levam a fazer análises preventivas e, inclusive, adotar sistemas de correções para situações e eventos previsíveis. No setor ferroviário, em análise, essa situação não é diferente. Entre outra infinidade de temas, dois deles são de extrema relevância para nosso estudo: a possibilidade de incêndio em composições e/ou estações e a necessidade de evacuar um grande número de pessoas em locais confinados ou de difícil circulação ou acesso.

Avaliando os casos de incêndios

Toda e qualquer construção ou instalação é passível de sofrer com incêndios. Atualmente existem vários sistemas e equipamentos disponibilizados para prevenção e combate a eles. No entanto, a cada dia nos deparamos com novas causas e situações que levam a ocorrer acidentes dessa natureza de magnitudes variadas, desde pequenos focos até incêndios de grandes dimensões.

Um dos grandes causadores são os sistemas elétricos, uma vez que a corrente elétrica e a elevação térmica estão intimamente ligadas. Portanto, fica fácil entender a necessidade da utilização de fios e cabos elétricos com alto poder de retardância de chama (não propagação). Os cabos com essa característica, não transferem a chama de um ponto a outro, evitando o alastramento do incêndio para toda instalação.

Vale salientar que existem diferentes níveis de cabos antichama, que vão desde cabos que queimam completamente, mas não alastram o fogo, até produtos que, inclusive, conseguem auto extinguir a chama (no fio ou cabo) após um curto período de queima. Essa questão está mais sedimentada nas aplicações, sendo hoje quase um “commodity” na aplicação dos produtos destinados ao Setor Ferroviário.

Outros pontos que estão intimamente ligados aos casos de incêndios, tratam da sinalização para evacuação das áreas de riscos e dos sistemas de combate aos incêndios. Muitas das sinalizações são luminosas, ou seja, dependem do fornecimento de energia elétrica, mesmo sob condição de incêndio, assim como, o sistema de bombeamento para os hidrantes.

Hoje, existem no mercado cabos que conseguem trabalhar sob chama direta, por um período mínimo de duas horas, mantendo a condução de corrente e o isolamento elétrico do condutor para o ambiente.

No entanto, em muitos casos, não existe utilização desses produtos em todos os sistemas aplicáveis, o que poderia ser o divisor de águas entre a salvaguarda das pessoas e do patrimônio envolvido, e a perda de vidas e/ou destruição total desse patrimônio.

A não utilização está normalmente vinculada ao desconhecimento das características envolvidas nos sistemas, como um todo; no desconhecimento da existência de produtos com essa funcionalidade; no uso de normas desatualizadas, que foram emitidas antes das novas tecnologias estarem disponíveis no mercado e, infelizmente, por questões voltadas aos custos envolvidos.

É necessário ainda, avaliar um outro ponto que merece tanta atenção quanto os outros até aqui abordados, e que trata da toxicidade dos materiais presentes nas instalações. Em locais confinados e de difícil evacuação é preponderante o uso de materiais não halogenados.

Halogênio é uma palavra de origem grega que significa formadores de sais. Materiais halogenados são compostos que possuem elementos da família 7A da tabela periódica, conhecidos por seu alto grau de toxicidade.

Esses materiais são muito utilizados devido à característica de agregar resistência à chama (não propagação). No entanto, quando sob queima liberam gases altamente tóxicos, que incapacitam as pessoas em um curto intervalo de tempo, causando a morte.

Diante de todos os fatos, a Cofibam chegou à conclusão que precisamos de cabos com alto grau de não propagação de chama, porém os melhores antichamas são halogenados. Mas a cada ano o desenvolvimento dos insumos e dos compostos evoluem, sendo possível atingir os níveis de antichama desejados, sem fazer uso de compostos halogenados.

Isso não é diferente para os fios e cabos. Hoje existem produtos com grau elevado de resistência a chama, totalmente isentos de halogênio e, ainda, com supressão de fumaça, o que significa dizer que, em condição de queima, a quantidade de fumaça gerada é extremamente pequena, permitindo às pessoas se locomoverem pelo ambiente com visibilidade suficiente para evacuação do local.

Todos esses fatos demonstram a importância da empresa estar antenada com o desenvolvimento tecnológico necessário nas áreas que atua, ampliando as possibilidades e alterando os paradigmas para novos patamares.

Sobre a Cofibam

Fundada no Brasil em 1973 com o propósito de ser uma indústria de condutores elétricos e atuar em um mercado pouco explorado, hoje ocupa a liderança nacional na fabricação de cabos especiais. Em 1993 foi adquirida pelo Grupo Lopesco, passando a atender setores anteriormente não atendidos. Seu histórico de perseverança e uma equipe altamente qualificada lhe garantem mais de 30 projetos homologados junto às maiores certificadoras de produtos mundiais, além do Prêmio Top Engenharias 2018 – que elege as melhores empresas brasileiras em engenharia.

Saiba mais em:

www.cofibam.com.br | 11 4182-8500 | [email protected]

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