O que fazer em um final de semana em Manaus?

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Situada à margem esquerda do Rio Negro, Manaus é a sétima cidade mais populosa do Brasil, com 1.882.423 milhões de habitantes. A grande metrópole em meio a floresta está cercada de empresas, indústrias e tem uma estrutura moderna, contrastando com as atrações culturais e históricas.

São tantos lugares incríveis para conhecer, sabores novos para degustar e novos ares para respirar, que fica difícil fazer um roteiro pequeno. No entanto, vamos listar lugares Must go para o período.

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Lembrando que é imperdível um passeio de barco no Rio Negro. Ele liga muitos lugares, como da cidade para museus, flutuantes, com diversas opções de passeios de manhã até o pôr do sol.

Começando pela história e cultura regional, o Museu do Seringal é uma Exposição Cenográfica Permanente que retrata “in loco” o marco da sociedade da região na economia da Amazônia no início do século XX – período áureo da borracha nos seringais. Da Sinházinha ao seringueiro, é possivel ver e vivenciar dentro de cada ambiente real como tudo acontecia no passado.

Inaugurado em 2002, é o maior projeto turístico e cultural do Governo do Estado que mostra a era de ouro do Ciclo da Borracha e oferece uma ampla visão da situação dos seringais naquela época. Resultado do polo de cinema do Amazonas, foi criado para ser o set de filmagens do seriado “A Selva”, dirigido por Leonel Vieira em uma adaptação livre da obra do escritor português Ferreira de Castro.

Se for direto para o MUSA, o interessante é que as histórias se complementam, pois as exposições, ou até mesmo a trilha pela Reserva, explicam muito sobre a história, fauna e flora da região. Inaugurado em 2009, ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. É uma área de floresta de terra firme, nativa, que há mais de 60 anos vem sendo estudada, resultando em catálogos sobre temas como plantas, pássaros, rãs, viveiro de orquídeas e bromélias, lago, aquários e laboratórios experimentais de serpentes, insetos e de borboletas. Conta com uma torre de 42 metros de altura, com uma vista magnífica floresta, vale a pena subir todos os degraus…

Ainda em trânsito de barco, o Rio Negro apresenta as suas diversões, seja um passeio em que é possivel nadar com o boto cor de rosa, até estender o almoço em um flutuante no caminho. O Abaré SUP and Food é um flutuante que tem uma culinária rica e bem servida com todos os peixes regionais, e petiscos bem curiososos como o Brigadeiro de Pirarucu. É possivel praticar o Stand Up e apreciar o pôr do sol, que pinta todo o horizonte de laranja.

A Praia do Tupé é mais isolada e nela encontra-se a tribo índigena dos Dessana, que convidam os visitantes para assistir e participar de seus rituais de dança por uma taxa de R$10 por pessoa. Agora, o imperdível é o encontro das águas que não se misturam: Rio Negro e Solimões – de fato, este fenômeno hidrológico é uma verdadeira experiência, inesquecível…

De volta a terra firme, mais precisamente no Centro Histórico, o Teatro Amazonas é o palco para todos os espetáculos desde 1896. Com uma área de 600 m2, tem o interior com estilo barroco na cor rosa, mas luxuoso, com uma imensa cúpula coberta por 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada, telhas vitrificadas originais da Alsácia, em cores da bandeira do Brasil, e o lustre é de bronze com cristais de Veneza. A estrutura é toda em ferro fundido e a área útil total do palco é de 123,29m2. Conta com três andares de camarotes e platéia, com capacidade para 701 pessoas.

O Mercado Municipal Adolpho Lisboa reúne tudo o que você comeu e bebeu de bom na viagem, mas é possível levar para casa: azeite de muripi, cachaça de jambu, tacacá, farofa de mandioca em todas as versões possiveis e imagináveis, todo tipo de ervas e especiarias locais etc. A dica é que os voos nacionais permitem o despacho de até 5 litros, ou seja, 6 garrafas garantidas no bar de casa.

Como saco vazio não para em pé, tem de provar o pirarucu, tucupi, tambaqui de banda, tucunaré, chibé, mujeca de peixe com cogumelos yanomami, farofa d’agua, baião de dois, jambú etc. A gastronomia é muito rica, transitando do tradicional ao mais sofisticado, é possível conhecer novos pratos todos os dias.

O novo chef Xavier Medina, é um venezuelano que usa ingredientes regionais do Amazonas em seus pratos. O desafio delicioso pode ser degustado no Restaurante Naia, do Holiday Inn Manaus. “Esta é a 3ª marca da IHG pelo qual trabalho e tenho certeza que terei ótimas experiências. Quero levar meu conhecimento e técnicas aos paladares mais exigentes e poder agregar minha expertise da culinária italiana e oriental”, explica Xavier.

Outros restaurantes indicados são: Caxiri, com comida regional e que conta com uma filial em São Paulo, para quem ficou curioso com o menu local. Moquem do Banzeiro tem pratos autorais e bem ousados do jovem Chef Felipe Schaedler, todos, apesar de toda sofisticação, carregam a alma da culinária Amazônica.

Shin Suzuran, neste restaurante japonês os peixes da Amazônia ganharam versão oriental pelas mãos do chef Hiroya Takano, que criou um menu degustação que insere ingredientes exóticos da região, como urtiga, vitória régia e lichia, resultando em uma explosão de sabores. Vale a experiência, apesar de salgada.

O Tambaqui de Banda é um tradicional restaurante com cozinha Amazonense, que tem com referência o prato que leva no nome. A Cachacaria do Dedé é um lugar despojado para bons drinks com cachaças e petiscos regionais, ainda é possível fazer comprinhas de bebidas e comidinhas para casa no “mercadinho” do boteco.

Dependendo do roteiro de passeios, é aconselhado contratar um transfer com um profissional que conheça bem a cidade, que é uma opção mais econômica.

A melhor melhor época para voar para Manaus é entre julho e setembro, porque nestes meses as chuvas costumam ser mais breves e menos intensas.

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