A inveja é o ego pedindo atenção?

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Em muitas situações, é comum pessoas sentirem-se alvo de inveja ou bajulação excessiva e geralmente a culpa recai em outras pessoas. As outras são ruins, são invejosas.

Porém, quem sofre demais com a inveja imaginária e sem sofrer bullying, pode estar sendo vítima da própria vaidade, sentindo a necessidade de chamar a atenção para se livrar de alguma condição da qual não consegue sair ou busca incessantemente o reconhecimento.

Quando o ego fica muito inflado, é difícil saber se a sensação de inveja é uma autossabotagem ou uma conjunção de circunstâncias desfavoráveis. E se o diagnóstico for próximo disso, é bem provável que seja um ataque de estrelismo e como compensação, acabam assumindo a condição de vítima.

Há pessoas que são realmente invejosas, assim como há psicopatas e outros tipos de convalescentes de doenças mentais. Porém, é preciso saber identificar quais sinais apontam para essa sensação desagradável de alvo fácil.

Assim como qualquer dor física, essa dor que afeta até a alma é difícil de medir e somente quem está sofrendo é capaz de saber sua intensidade.

E qual é a solução, nesse cenário tão obscuro? Será que existe alguma?

Um dos pontos que requerem melhoria é a capacidade de autoaceitação, de se considerar um ser pleno e merecedor de qualidades e os próprios méritos.

É provável que as técnicas de blindagem mental, aplicadas por atletas olímpicos, possam ser úteis para vencer muitos obstáculos. Por exemplo, as pessoas com baixa autoestima são mais vulneráveis a críticas ou comentários maldosos. Nesse aspecto, não se trata apenas de inveja, pois a pessoa consente com essa condição de inferioridade, desenvolvendo até o complexo que perpetua essa percepção.

Para blindar realmente, é necessário alavancar os pontos fortes e desenvolver talentos complementares que contribuam para eliminar o medo e a sensação de peixe fora d’água.

Não é fácil, mas é bastante compensador. Aceitar as condições favoráveis e aproveitar intencionalmente as oportunidades, não atribuindo à sorte ou acaso os bons resultados é uma questão de assumir totalmente a responsabilidade e a consciência de cada ação, pensando por si e exercitando a convicção de estar presente plenamente em cada momento para desfrutar a realização do que se deseja.

Dessa forma, por mais que haja crítica ou até demonstrações veladas ou explícitas da mais pura inveja podem ser dizimadas simplesmente porque não há sentido nem importância.

A não vingança é a melhor maneira de dar a volta por cima, sem ser afetado de alguma forma, pois é a comprovação de que o ego é o escravo e não o senhor das decisões importantes da vida.

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