Saiba como construir um orçamento para sucesso de um negócio

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Especialista explica como construir um orçamento que leve ao sucesso de um negócio

Flávio Ítavo tem um mantra, que repete incansavelmente a seus clientes: uma empresa sem planejamento não tem futuro “para chamar de seu”. E a melhor forma de colocar um planejamento em prática é tendo um orçamento bem definido e alinhado com a estratégia.

Fonte: Flávio Ítavo

Para o especialista, com mais de 30 anos de atuação em turnaround, o orçamento é o ponto chave que faz uma empresa executar seus planos e efetivamente alcançar o sucesso. “Insisto tanto que me considero um chato nesse assunto, mas não tem outro jeito, uma empresa sem planejamento não tem futuro para chamar de seu, e uma empresa sem controle orçamentário até pode ter o plano, mas dificilmente conseguirá tirá-lo do papel”, explica ele.

Para ele, todo planejamento, desde o mais teórico até o mais básico, deve resultar, mais cedo ou mais tarde, em um pedaço de papel chamado orçamento. E ele enfatiza: “o primeiro grande passo é saber construir um planejamento e a sequência imediata é transpor para um orçamento”. Para isso, ele dá algumas dicas:

1. O “normal” é construir um orçamento otimista e ir ajustando, conforme o planejador vai encontrando “falhas”. Ele recomenta que se faça o contrário e se parta do “Pior Zero Imaginável” e, a partir daí, construa premissas e cenários. Veja um passo a passo:

    1. Se está vendendo, atualmente, $100 e o cenário de futuro não é claro, considere que o ano pode ser ruim e que vai vender 95.
    2. Faça projeções que incluam tudo o que pode dar de errado neste cenário para encontrar o “Pior Zero Imaginável”. Esse será seu ponto de partida.
    3. Construa então o cenário mais realista e abra, para ele, detalhes operacionais.
    4. Finalmente, construa um cenário muito otimista, sobre o qual você não trabalhará com muitos detalhes, mas fará os cálculos de capital de giro necessário para crescimentos otimistas, no caso de ter que dar respostas muito rápidas para as decisões de vendas adicionais, por exemplo.

2. Não se limite à peça contábil Lucros e Perdas. É imperativo que sua empresa faça o planejamento orçamento do fluxo de caixa e que não sejam duas peças separadas, mas um balanço completo com as contas a receber, contas a pagar e os estoques, o famoso capital de giro.

3. Nunca use dados históricos para projetar despesas, elas devem ser projetadas em detalhe. Detalhe significa que eu não quero saber se vamos gastar R$ 20.000,00 com manutenção de carros durante o ano. Eu quero saber quanto vai custar trocar os pneus da Kombi velha que temos no Recife. Ao somar todos os detalhes, podemos nos dar conta de que não vale a pena manter a Kombi velha do Recife, então teremos que somar no caixa o valor para a troca do veículo e aumentar a depreciação de veículos.

4. Finalmente, vivemos no Brasil, que possui altíssima carga tributária. Por algum motivo que também desconheço, todo mundo projeta com atenção os impostos relacionados ao faturamento, mas quase ninguém projeta os efeitos sobre os impostos federais, principalmente o imposto de renda. Acontece que ele existe e tem que ser pago. Gostaria de ter um real para cada vez que vi no fluxo de caixa do final do ano, a variação nos pagamentos, onde os impostos são os geradores das diferenças, pelo simples fato de não terem sido projetados adequadamente.

 

Saiba mais:

Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | [email protected]

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