Crises organizacionais e tempo de resposta nas tomadas de decisões

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Flávio Ítavo destaca crises organizacionais e tempo de resposta nas tomadas de decisões

Especialista em turnaround oferece dicas sobre como enfrentar uma crise

Fonte: Flávio Ítavo

De acordo com Flávio Ítavo, todo gestor e toda gestão tem um tempo de resposta às demandas da empresa, que está condicionado a uma grande lista de variáveis, como por exemplo, a estrutura do negócio, nível de formalização dos controles, nível de governança corporativa, a experiência do gestor e outros.

Talvez uma das características mais marcantes que normalmente descrevemos como crise é a dificuldade de se manter o tempo adequado para a tomada de decisão. Caso um executivo leve “em dias comuns” cerca de um mês para tomar uma decisão, durante uma crise ele precisaria dentro desse mesmo prazo defini-la e colocá-la em prática. A crise prejudica o tempo e força líderes a tomarem decisões com urgência.

O especialista conta ainda que ao mesmo tempo é da natureza da crise turvar as informações, canais de comunicação e a coordenação entre as diferentes áreas de atuação da empresa. Muitos funcionários relatam que as decisões são feitas a “toque de caixa”, comparando a situação como o trabalho realizado por bombeiros, que a cada momento estão apagando um novo incêndio. “Essa característica fica naturalmente amplificada se o líder não souber alterar seu tempo de resposta”, aponta Ítavo.

“Sempre uso o exemplo do tempo da bola. Nas quadras de tênis de saibro, a bola é mais lenta, favorecendo um tipo de tenista. Já na quadra de grama, o tempo da bola é muito mais rápido, dando melhores condições a outro tipo de tenista. Há aqueles que têm sucesso tanto em um quanto no outro e é disto que estamos falando.”, exemplifica Ítavo – profissional responsável pela recuperação de várias empresas.

Gestores que lidam bem com crises são aqueles que acostumaram a jogar e decidir de maneira mais rápida. Mudar o tempo de decisão não significa passar a tomar decisões em que possua dados ou que se mantenha uma linha adequada de controles, mas sim, que terá de tomar decisões em uma frequência mais rápida em um ritmo diferenciado do normal. Confira abaixo algumas dicas do especialista.

Altere seu “tempo de bola”

Para fazer essa adaptação da maneira mais simples, troque a maneira de acompanhar o negócio. Algumas gestões fazem encontros mensais comumente, mas em tempos de crise talvez o melhor a fazer seja ajustá-las para uma periodicidade quinzenal ou semanal. As reuniões definem a velocidade de resposta “do todo” e do ritmo de ações a serem realizadas. Dependendo da intensidade da crise, o especialista alerta inclusive para que as reuniões sejam diárias e feitas em pé.

Flávio defende que reuniões diárias são mais eficazes. Orienta que os pontos pendentes são anotados em um caderno e que todos os dias têm os pontos cobrados pelo líder. Nesta cadência o líder pode intervir nas questões que não estão andando de maneira adequada a cada 24 horas, e que cada profissional deve apresentar suas questões e pendências durante dois ou três minutos, de forma a se otimizar tempo e focar no que é importante e urgente. “Uma ampulheta pode ajudar os profissionais a controlarem e obedecerem seu tempo de fala. Isso evita que líderes precisem interromper a reunião e os assuntos podem ser discutidos com mais rapidez e eficácia”, ressalta Flávio.

Saiba mais:
Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | [email protected]

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