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domingo, setembro 23, 2018
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Começa a mostra Memorial Tupinambá, com inspiração sacra-indígena

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Ontem teve a abertura exclusiva da exposição ‘Memorial Tupinambá’, de Jeffer Zion, uma mostra com inspiração sacra-indígena no Memorial

A Galeria Marta Traba, do Memorial da América Latina, recebe a exposição ‘Memorial Tupinambá’, primeira individual do artista plástico Jeffer Zion. A mostra traz quadros e instalações inspiradas em etnias indígenas, ancestralidade e sociedade moderna, reunindo obras inéditas e outras feitas ao longo de sua carreira. Dentre os materiais utilizados, obras feitas de metal e lonas de caminhão questionam a força de imposição de outras culturas para o enriquecimento.

Memorial Tupinambá apresenta parte da trajetória de um jovem talentoso que pintava pequenas capelas no interior e torna-se o artista plástico que chega à capital para sua primeira exposição no Memorial da América Latina.

O artista plástico autodidata Jeffer Zion visitou comunidades indígenas do Alto Xingú, no Mato Grosso e voltou de lá com o esboço pronto do Memorial Tupinambá, mostra que entra em cartaz dia 9 de maio, com entrada franca até o dia 27 de maio.

Nessa imersão pelo Xingú, o artista, segundo Alex Collontonio, curador da mostra, “metabolizou o processo de canonização tribal interpretando aqueles indivíduos quase como divindades, numa narrativa avessa à ação predatória da catequização dos anos 1500”.

“Memorial Tupinambá” está dividida em nove módulos, com obras que misturam técnicas de pinturas, materiais e registros.  Da mente criativa do artista saem quadros e instalações inspiradas em etnias indígenas, ancestralidade e sociedade moderna, reunindo obras inéditas e outras feitas ao longo de sua carreira.

A mostra com conteúdo de inspiração sacra-indígena, porém não destinadas ao culto, abrigará 15 obras que convidam à apreciação e à reflexão do conceito da crença baseada em simbologias que permeiam a história da Humanidade e sua relação com a Natureza e o Divino.

Nas telas a óleo sobre lona ou nos acrílicos, preservando a memória das matérias-primas, nos desenhos em carvão ou nanquim, nas plataformas alternativas que vão da rigidez do metal à delicadeza do murano, passando pela cerâmica das farinheiras, Jeffer “tatuou” sua leitura de grafismos, simbologias, sincretismos, ancestralidade e socialização num futuro sem diferenças. Não à toa, voltou de lá rebatizado pelos tupinambás como Khahuetèni, nome que designa “pessoa importante”.

“Foi uma experiência transformadora estar em contato com a cultura indígena dessa forma; fiz um mergulho nas minhas crenças pessoais de passado, presente e futuro”, define Jeffer Zion.

Zion usa simbologias que remetem ao sagrado perante a sociedade e sua importância nas culturas através do tempo. Dentre os materiais utilizados, obras feitas de metal questionam a força de imposição de outras culturas para o enriquecimento, além de lonas de caminhão.

Para finalizar a mostra, quatro grandes obras circulares apresentam o sonho de um futuro sem diferenças, fruto da unificação de tudo que sabemos sobre nossa existência.  Ponto chave da mostra, um dos módulos apresenta, ao som do canto do Uirapuru a união das crenças, trazendo a lembrança de um passado roubado e a esperança de preservação de nossas origens.

Memorial Tupinambá

Exposição: de 09 a 27 de maio de 2018

Local: Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda

Entrada franca

Horário: de terça a domingo, das 9h às 18h

Estacionamento: portão 4

Classificação: livre

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