Tarsia Gonzalez abre temporada do Chefe Secreto do Fantástico, encara o chão de fábrica e detecta 24 melhorias para garantir segurança e produtividade 

Tarsia Gonzalez abre temporada do Chefe Secreto do Fantástico, encara o chão de fábrica e detecta 24 melhorias para garantir segurança e produtividade 


Ao participar do quadro Chefe Secreto, do Fantástico, Tarsia Gonzalez, presidente do Conselho Administrativo da Transpes, uma das maiores empresas de logística do país, pôde detectar não conformidades nos processos empresariais e corrigi-los. Os ganhos podem significar ganhos em produtividade e maior segurança para os funcionários.

Fonte: Tarsia Gonzalez

Tarsia Gonzalez abre temporada do Chefe Secreto do Fantástico, encara o chão de fábrica e detecta 24 melhorias para garantir segurança e produtividade Tarsia Gonzalez, a empresária que idealizou e implantou processos na Transpes para a conquista dos 3 prêmios consecutivos de melhor empresa para se trabalhar do Brasil, viveu, este ano, uma experiência que jamais havia imaginado. Ao aceitar ser a primeira participante da nova temporada da série Chefe Secreto, do Fantástico, e gravar, durante duas semanas, disfarçada e como uma funcionária iniciante em diversas áreas da empresa, a gestora, hoje Presidente do Conselho de Administração da Transpes, vencedora pelo terceiro ano consecutivo como a Melhor Empresa para se trabalhar do Brasil, ficou frente a frente com processos que não estavam funcionando como esperado. E usou essas informações para melhorá-los, em busca de mais segurança para o dia a dia dos funcionários e maior produtividade para a companhia. “Após a convivência de duas semanas com os funcionários, percebi que existiam responsabilidades muito grandes em relação à companhia que não eram percebidas no dia a dia, não conformidades que surgiam como necessidades de melhoria, ações preventivas que só foram possíveis de serem identificadas uma vez que vivenciadas no dia a dia”, explica Tarsia.

Algumas dessas não conformidades foram consideradas graves por Tarsia, por resultarem em risco para os funcionários, outras causavam insatisfação desnecessária, o que diminuía a produtividade das áreas. Uma das maiores preocupações foi com a comunicação entre os gestores e seus subordinados: “muitas vezes, a falta de comunicação gera inúmeros problemas, e aumentar o treinamento ou realocar pessoas pode ser uma solução rápida e eficaz”, enfatiza. “As empresas estão passando por um processo de mudança, as demandas devem ser atendidas com agilidade e são necessários chefes com maior liderança, mais sentimento de apego pela companhia e tudo que diz respeito a ela, como acontecia no passado”, pondera a gestora, que finaliza: “está na hora de provocarmos uma mudança no comportamento dos profissionais do mercado, uma tomada de consciência de que o descaso não pode mais fazer parte do dia a dia de uma empresa de sucesso”.

Ela enumera algumas dessas não conformidades, que estão sendo resolvidas ou transformadas em melhorias:

1.       Falta de organização dos materiais de amarração dentro dos caminhões, e necessidade de seguir um padrão de organização e limpeza;

2.       Falta de comunicação entre o gestor de área e os motoristas, que pode requerer mais treinamento;

3.       Falta de procedimentos padrão para acondicionamento correto dos alimentos nos caminhões e necessidade da reforma na cozinha dos veículos;

4.       Falta de informação aos motoristas sobre melhores práticas para uma alimentação saudável e preventiva;

5.       Falta de troca de caminhões, mesmo já havendo sido solicitado diversas vezes;

6.       Necessidade de melhoria nos locais de descarte e coleta de lixo, para que a coleta seletiva seja efetivamente realizada;

7.       Falta de substituição do técnico de segurança que estava de férias;

8.       Equipamentos da borracharia em péssimo estado e local completamente inadequado, o que demonstra falta de liderança na filial;

9.       Ações realizadas sem equipamentos adequados, como montagem e desmontagem de pneus, o que diminui a eficiência nos reparos;

10.   Necessidade de reformas na oficina, para beneficiar a saúde dos funcionários;

11.   Não utilização efetiva dos EPI’s, mesmo tendo disponíveis;

12.   Falta de unidade no uniforme dos borracheiros, que devem ser os mesmos da Matriz;

13.   Necessidade de caneta ideal para marcação e controle dos pneus;

14.   Necessidade de instalação de cabos de segurança (linha de vida) para que o funcionário utilize durante a lavagem dos guindastes e em cima das cabines, melhorando sua performance, já que são, em média, uma lavagem de 16 conjuntos por dia, isto significa 32 equipamentos;

15.   Necessidade de reparos a serem executados na grade de segurança da vala, evitando riscos de acidentes;

16.   Necessidade de melhorar a organização dos produtos de limpeza utilizados no lavador;

17.   Necessidade de aquisição de maquinário mais potente para lavagem de carros pequenos;

18.   Necessidade de acompanhamento de um técnico de segurança para melhorar ações preventivas e antever os riscos de acidentes;

19.   Controles da qualidade da água feitos todos à mão e somente depois digitalizados;

20.   Falta de ouvir necessidades dos colaboradores, como novos cursos e conhecimento a mais para executar suas tarefas – percepção de que o interesse existe, falta apenas um processo para que isso aconteça;

21.   Necessidade de engajar os novos funcionários com a história da companhia, pois apenas os mais antigos conheciam profundamente o negócio e a grande maioria que iniciaram as atividades nos últimos 3 anos, desconheciam até mesmo o organograma da empresa;

22.   Necessidade de revisão do treinamento introdutório da companhia e um reforço da informação, em decorrência do desconhecimento de parte dos funcionários quanto à história da Transpes;

23.   Revisão no processo de entrega de materiais, desde o uniforme e ferramentas de trabalho iniciais, evitando acomodação e agilizando o dia a dia de todos;

24.   Verificação de falta de liderança e agilidade em processos intermediários da companhia, como carregamento de vagões. É preciso que a empresa atualize seu time para o senso de urgência do mercado atual.

Tarsia revela que ficou surpresa ao se deparar com a realidade do dia a dia do “chão de fábrica” da companhia: “eu imaginava muitos detalhes diferentes e me assustei com alguns comportamentos, que às vezes pensamos não existir. Especialmente com a falta de comprometimento, profissionais que não se envolvem com os possíveis problemas e soluções necessários para melhorar o negócio do qual fazem parte”. Ela cita o comprometimento como uma das maiores mudanças que precisam ser realizadas: “só pessoas que realmente se sentem parte do negócio podem se desenvolver e ser mais felizes no que fazem”, garante ela.

Os processos, para Tarsia, servem como norteadores, mas precisam estar condizentes com as necessidades reais dos funcionários, o que muitas vezes não acontece porque são criados em salas de reuniões, não nas garagens ou na linha de produção. Existe hoje uma necessidade de reinventar as empresas, o que deu certo no passado não é mais garantia de sucesso, o ciclo do crescimento das empresas mudou completamente e as pessoas precisam mudar urgentemente. “Percebo que este trabalho é 100% responsabilidade dos executivos que devem, dentro de cada estrutura, chamar a atenção da necessidade de um serviço diferenciado, tanto para o cliente interno, como para o cliente externo”, finaliza.

 

Sobre Tarsia Gonzalez

Aos 13 anos, seu sonho era comprar um par de sapatos de salto. O pai disse que, para isso, ela precisaria trabalhar, mas o sonho do sapato foi apenas o estopim para uma carreira sólida, que começou aos 16 anos e resultou na ampliação da empresa, com foco especial na satisfação de seus funcionários, e na presidência do Conselho Administrativo, função que ela desempenha com o talento, foco em resultados sem deixar de lado o coração, baseada em valores como verdade, comprometimento, inovação e valorização humana. Formada em psicologia, Tarsia aprendeu na prática como é alavancar sucessos e deseja levar essa experiência a outras empresas: “meu objetivo é realizar mudanças significativas, criando diferenciais motivacionais em pessoas, companhias e instituições que tenham como objetivo agregar o quociente humano a metas de produtividade”. Com foco em levar processos assertivos a outras companhias, para que possam atingir o nível de governança necessária para o seu sucesso, Tarsia quer ser vista como a peça que faltava para criar ambientes propícios ao crescimento sustentável de pessoas e companhias.

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