Elos de amizade

Elos de amizade


Não existe nada mais triste que o fim de uma amizade. Elos de amizade, principalmente aqueles antigos quando desfeitos trazem dor especialmente quando ela se dá por uma inesperada decepção com o amigo. Flávio Gikovate, psiquiatra diz sabiamente que, além da frustração pelo fim da relação gratificante, resta o gosto amargo de não se poder confiar em mais ninguém, uma espécie de decepção com toda a humanidade. Sobra também a desconfiança em relação a nós mesmos, que pensávamos ter um critério apurado para saber quem é o outro e, de repente, somos surpreendidos por um grave erro de avaliação.

Vale à pena refletir no formato das amizades atuais. É importante perceber a diferença entre uma verdadeira amizade e os conhecidos, que muitos chamam também de amigos. Amizade é coisa séria; já os conhecidos são pessoas que aprendemos a conviver ou pelo trabalho, ou por grupos sociais, mas que definitivamente não são pessoas que dividem assuntos íntimos. Mas amigo é aquele em quem confiamos plenamente, recebemos com amor sem saber exatamente porque. Não precisamos saber de detalhes para ajudar, simplesmente ficamos ao lado para fazer companhia quando eles precisam da gente. Como regra, a amizade não envolve coisas práticas, a não ser pequenas trocas de favores ou ajuda em situações dramáticas.

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*Texto postado no meu antigo blog em 18/01/2005.