Em busca de um salário melhor: aprenda a negociar e se destaque – Carolina Ruhman Sandler, fundadora do site Finanças Femininas fala para o site Daquidali a respeito do tema!

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NEGOCIAR SALÁRIO PODE NÃO SER UMA PRÁTICA FEMININA MAS CENÁRIO PODE MUDAR FOTO: THINKSTOCK
NEGOCIAR SALÁRIO PODE NÃO SER UMA PRÁTICA FEMININA MAS CENÁRIO PODE MUDAR FOTO: THINKSTOCK

Fonte Daqui Dali:

BUSCA POR UM EMPREGO MELHOR é uma constante. E estudos mostram que quando a questão por trás dessa NECESSIDADE É A REMUNERAÇÃO, apenas uma pequena parte do público feminino é mais propensa a REIVINDICAR CONDIÇÕES MAIS JUSTAS. “Uma vez eu vi uma pesquisa, feita para a realidade americana, mostrando que a mulher que não barganha o salário acaba tendo uma perda ao longo da vida na ordem de meio milhão de dólares”, coloca Carolina Ruhman Sandler, fundadora do site Finanças Femininas.

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A MULHER, tradicionalmente, ACHA QUE NÃO TEM ESPAÇO PARA NEGOCIAR. Ela foi criada para agradar aos outros e acredita que, quando não o faz, está desagradando a alguém”, ela explica. Fora isso, a especialista observa que, para muitas, a ação significa pedir e não, simplesmente, um direito de cada um.

MANDANDO O CLICHÊ EMBORA

Estereótipo de mulher durona e intransigente pesa contra mulher na hora da negociação FOTO: thinkstock

ESTEREÓTIPO DE MULHER DURONA E INTRANSIGENTE PESA CONTRA MULHER NA HORA DA NEGOCIAÇÃO FOTO: THINKSTOCK

Carolina conta que o grande medo por trás de tomar esse tipo de atitude é ser vista como exigente ou difícil; os padrões infelizmente, são culturais e, na maioria das vezes, sexistas/machistas. “Existe uma PERCEPÇÃO MUITO FORTE de que quando UMA MULHER NEGOCIA, ela está SENDO DURONA E NÃO EM UM SENTIDO POSITIVO”. As CRENÇAS LIMITATIVAS levam, inclusive, à percepção de que se não for viável obter o sucesso desejado com a contraproposta, a oferta vai cair por terra e haverá perda de tudo conquistado até o momento. “Às vezes, as empresas também esperam esse posicionamento e deixam uma margem para fazer acordos”, ela reforça.

JOGANDO O JOGO

“A melhor forma de contornar esse tipo de situação é ENTENDER QUE OS ESTEREÓTIPOS EXISTEM E APLICÁ-LOS A FAVOR“. Segundo Carolina, a CARACTERÍSTICA COLABORATIVA ASSOCIADA AO LADO FEMININO pode servir como uma ferramenta importante: “então, por exemplo, ao invés de dizer ‘para mim’, opte por ‘para nós’, no sentido da empresa mesmo”. É a forma como o pedido é posto na mesa.”Se você fala em si própria o tempo inteiro, homens – principalmente – tendem a ver como egoísmo e intransigência”.

Mulheres na liderança é algo novo para o mercado de trabalho, que precisa se acostumar com isso FOTO: thinkstock

MULHERES NA LIDERANÇA É ALGO NOVO PARA O MERCADO DE TRABALHO, QUE PRECISA SE ACOSTUMAR COM ISSO FOTO: THINKSTOCK

PESQUISAR E ESTUDAR, SEMPRE

O triunfo diante dessa prática é PESQUISAR DE ANTEMÃO. Sim! Checar QUANTO OS OUTROS DA SUA ÁREA GANHAM, ver o patamar do mercado, dados coletados sobre o piso, comparar as estatísticas… “Aí sim você tem fundamentação para negociar!”, ela reforça.

ALINHANDO AS PRIORIDADES

O SALÁRIO NÃO É O QUANTO VOCÊ PRECISA, MAS O QUANTO VOCÊ MERECE“, Carolina ressalta. Sendo assim, nada de envolver questões pessoais nesse momento. É ter firmeza e expor o que realmente importa: seus talentos, feitos, potenciais e aquilo que você gostaria de agregar à empresa! “A gente assume que a PRIORIDADE DO OUTRO SEMPRE É A MESMA QUE A NOSSA“. Porém, segundo a especialista, isso não vale como uma máxima. “Tem pontos que podem ser essenciais para o seu empregador, que não são tão relevantes para você”. Qualquer tipo de flexibilidade deve ser levada em conta nessa ocasião como: AJUSTAR OS BÔNUS a serem recebidos, os benefícios, as trocas que podem ser combinadas e não somente o ordenado final. “É possível ACOMODAR OS INTERESSES de todo mundo, desde que não se parta do princípio que o dos outros já sejam conhecidos”.

Caso não tenha habilidade ou prática na hora de negociar, treine com um colega de trabalho FOTO:thinkstock

CASO NÃO TENHA HABILIDADE OU PRÁTICA NA HORA DE NEGOCIAR, TREINE COM UM COLEGA DE TRABALHO FOTO:THINKSTOCK

PRATICAR CONDUZ À PERFEIÇÃO

Se falta costume ou mais habilidade para isso, TREINE ANTES. Peça a alguém que já foi seu colega de trabalho ou mesmo chefe, que você também tenha como um amigo. Pergunte o que procuram numa NEGOCIAÇÃO SAUDÁVEL. Na hora “H”, fale com voz clara e firme, e OLHO NO OLHO do superior. Se for para transpirar, que seja confiança.

PRE-PA-RA!

Se ouvir um “sim”, é só festejar. Caso contrário, saiba que nem tudo está perdido. Ao se preparar tanto para uma resposta quanto outra, tudo será mais fácil: “O ‘NÃO’ VOCÊ JÁ TEM“.

NEGOCIE EM CADA OPORTUNIDADE

“Depois que você aprende isso, começa a usar para a vida!”, incentiva Carolina. “Eu apliquei, por exemplo indo a um restaurante: quando atrasaram muito o meu pedido, me deram o couvert de graça. Negociei isso”, conta sobre a experiência. Naquelas instituições que contam com avaliações anuais de performance é possível mostrar as evidências das suas conquistas e contribuições que justifiquem um aumento dos honorários. Pedir, não é rude! Para ela, é parte do PROCESSO DE CUIDAR BEM DE SI MESMA.

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